R. Padre Germano Mayer, 1017 · Alto da XV, · Curitiba, PR
Clínica Veterinária & Estética Animal
Saúde de cães

Como medir febre do cachorro com segurança

Seu cachorro está mais quieto, recusou a comida ou parece diferente do habitual? Saber como medir febre do cachorro ajuda você a observar o problema com mais clareza e a decidir quando é hora de buscar atendimento veterinário. Mas a medição precisa ser feita…

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Seu cachorro está mais quieto, recusou a comida ou parece diferente do habitual? Saber como medir febre do cachorro ajuda você a observar o problema com mais clareza e a decidir quando é hora de buscar atendimento veterinário. Mas a medição precisa ser feita do jeito certo: nariz seco, orelhas quentes ou corpo mais quente ao toque não confirmam febre.

A temperatura é apenas uma parte da avaliação. Ela pode subir após brincadeiras, medo, agitação, dias muito quentes ou uma viagem de carro. Por isso, o melhor cuidado para quem você ama é medir com calma, observar os outros sinais e não tentar medicar o pet por conta própria.

Qual é a temperatura normal de um cachorro?

Em geral, a temperatura corporal normal de cães fica entre 37,8°C e 39,2°C. Pequenas variações podem acontecer conforme o porte, a idade, o horário do dia, o nível de atividade e o ambiente.

Consideramos que há suspeita de febre quando a temperatura está acima de 39,3°C em um cão que estava em repouso. Uma temperatura acima de 40°C exige atenção rápida, especialmente se vier acompanhada de apatia intensa, vômitos, dificuldade para respirar, tremores ou alteração de consciência.

Também vale lembrar que temperatura baixa não deve ser ignorada. Valores abaixo de 37,5°C podem indicar hipotermia ou outro problema de saúde, principalmente em filhotes, idosos, cães muito pequenos ou pets debilitados.

Como medir febre do cachorro em casa

A forma mais confiável de verificar a temperatura do cão é com um termômetro digital de uso retal, reservado apenas para o pet. O procedimento pode ser desconfortável, mas não deve ser doloroso. Se o seu companheiro estiver muito assustado, agressivo, com dor ou não permitir a manipulação, não force.

Antes de começar, deixe o cachorro em um local tranquilo e espere alguns minutos caso ele tenha acabado de correr, brincar ou se agitar. Ter outra pessoa de confiança por perto pode tornar o momento mais seguro: uma pessoa acalma e segura o pet com carinho, enquanto a outra faz a medição.

Passo a passo para usar o termômetro retal

Primeiro, higienize o termômetro e aplique uma pequena quantidade de lubrificante à base de água ou vaselina na ponta. Com o cão em pé ou deitado de lado, levante delicadamente a cauda.

Introduza somente a ponta do termômetro no reto, sem fazer força. Em cães pequenos, cerca de 1 a 2 centímetros costuma ser suficiente. Em cães maiores, a inserção pode ser um pouco mais profunda, sempre com delicadeza. Segure o aparelho até o sinal sonoro e retire devagar.

Anote o resultado, o horário e os sinais que o pet apresenta. Essa informação pode ajudar muito o veterinário, principalmente se a temperatura precisar ser acompanhada ao longo do dia. Depois, lave bem o termômetro e guarde-o separado dos itens da família.

Não use termômetro de mercúrio. Além de ser mais difícil de manejar, ele pode quebrar e causar acidentes. Termômetros infravermelhos, de testa ou de ouvido podem ser práticos, mas tendem a apresentar variações e não substituem a aferição retal quando há suspeita real de febre.

E medir na axila funciona?

A temperatura medida na axila pode servir como uma referência muito aproximada, mas costuma ser menos precisa em cães. O pelo, o contato incompleto com a pele e a movimentação do animal interferem no resultado. Se a medida axilar sugerir alteração ou se o cão estiver visivelmente mal, considere-a um sinal para procurar orientação veterinária, não uma confirmação definitiva.

Sinais que podem acompanhar a febre

A febre é uma resposta do organismo, não uma doença em si. Ela pode estar relacionada a infecções, inflamações, reações imunológicas, doenças transmitidas por parasitas, alterações internas e diversas outras condições. Por isso, observar o comportamento do cachorro é tão necessário quanto conferir o termômetro.

Alguns pets com febre ficam mais quietos, dormem mais, recusam ração ou demonstram menos interesse por brincadeiras. Outros podem apresentar tremores, respiração mais ofegante, olhos lacrimejantes, fraqueza, desidratação, vômito, diarreia ou sensibilidade ao toque.

A ausência desses sinais não exclui um problema, assim como a presença deles não confirma febre sem aferição. Um cão pode estar abatido por dor, desconforto gastrointestinal, estresse ou outras causas que precisam de avaliação profissional.

Quando a febre do cachorro é uma emergência?

Não espere para buscar atendimento se a temperatura estiver acima de 40°C, abaixo de 37,5°C ou se não for possível medi-la, mas o estado geral do pet parecer preocupante. Em situações de urgência, agir cedo faz diferença para proteger a saúde e o conforto do seu companheiro.

Procure atendimento veterinário imediato quando houver dificuldade para respirar, gengivas muito pálidas, arroxeadas ou muito vermelhas, convulsão, desmaio, sangramento, barriga muito dolorida ou inchada, vômitos repetidos, diarreia intensa, incapacidade de ficar em pé ou desorientação. Filhotes, idosos, gestantes e cães com doenças crônicas merecem uma atenção ainda mais rápida.

No calor, fique atento ao risco de hipertermia e golpe de calor. Um cachorro que ficou exposto a altas temperaturas, está ofegando demais, salivando muito, cambaleando ou apresenta gengivas muito vermelhas precisa de socorro. Leve-o para um ambiente fresco e ventilado, ofereça água se ele conseguir beber e umedeça patas, barriga e corpo com água em temperatura ambiente. Não use gelo nem banho gelado, pois a queda brusca de temperatura pode piorar a situação.

O que não fazer quando o cão está com febre

A preocupação é natural, mas alguns cuidados caseiros podem atrasar o diagnóstico ou causar intoxicação. Nunca ofereça medicamentos de uso humano, como paracetamol, ibuprofeno, diclofenaco, ácido acetilsalicílico ou dipirona, sem uma orientação veterinária específica. A dose, a segurança e até a indicação mudam conforme o peso, a condição clínica e a causa do problema.

Também não force água, comida ou remédios em um animal nauseado, muito abatido ou com dificuldade para engolir. Mantenha-o em um lugar calmo, arejado e protegido de frio ou calor excessivos. Deixe água limpa disponível e registre qualquer alteração: quando os sintomas começaram, se ele comeu algo diferente, se teve contato com outros animais, se há carrapatos ou se usa medicamentos contínuos.

Evite repetir a temperatura muitas vezes em sequência. Além de estressar o cachorro, isso pode irritar a região e tornar uma nova medição mais difícil. Se o veterinário orientar o acompanhamento em casa, siga o intervalo recomendado e informe os resultados com precisão.

A avaliação veterinária encontra a causa

Quando um cachorro está febril, o objetivo não é somente baixar o número no termômetro. É descobrir por que o organismo está reagindo. Durante a consulta, o veterinário avalia hidratação, mucosas, dor, coração, respiração, pele, ouvidos e outros sinais clínicos. Dependendo do caso, pode solicitar exames de sangue, urina, imagem ou testes específicos.

Esse cuidado evita tratar apenas o sintoma e permite conduzir a causa com segurança. Em Curitiba, a Clinipatas oferece atendimento veterinário e suporte de emergência 24 horas para momentos em que seu pet precisa de avaliação sem demora.

Se a temperatura estiver alterada ou se o seu cachorro simplesmente não parece ser ele mesmo, confie na sua observação. Você conhece os hábitos de quem faz parte da sua família, e procurar ajuda cedo é uma das formas mais carinhosas de cuidar dele.